sábado, 22 de outubro de 2011

Páginas da memória



"De tudo um pouco fica guardado em nós, seja a lembrança inconsciente do primeiro choro, do primeiro olhar para o mundo, os sorrisos e abraços, os raios de sol a aquecer-nos o corpo, o brilho costumeiro que tanto nos seduz, o colorido da paisagem, o cheiro das flores que nos embriaga, de tantas, tantas coisas belas que palavras jamais conseguiriam descrever. O manto escuro da noite que nos envolve de mistérios enluarados, o prateado de estrelas piscantes como luzes do nosso pensamento que acendem, mas que também voam como o vento, fugidios que são como os dias, e, assim, serelepes nos escapam, advindo daí a premente vontade de resgatá-los em palavras, às vezes inteiras, às vezes metade, metamorfoseadas, explícitas ou implícitas na alma, tão cheias de vozes e silêncios que deveras não se consegue ler de tão profundos como o ser, o tudo e o nada.

Fica um pouco (ou muito) gravados em n
ós, de olhares e risos, sussurros, conversas, troca de informações, descobertas, um novo olhar para o mundo. Ao tempo que a gente se veste também vai se despindo, se moldando, criando, recriando e esculpindo a nossa matéria-bruta em arte. A arte de ser o que somos.

Do que me veste, me dispo, e (me) dôo, tudo o que me torna o que sou".


(Angella Reis)


6 comentários:

Pedrasnuas disse...

É exatamente isso que eu vejo em ti...flores coloridas e perfumadas . Beijo grande

Pegadas do Coração disse...

Não há nada melhor do que ser o que verdadeiramente somos. Isso é que é belo!
Parabéns! Beijo!

。♥ Smareis ♥。 disse...

Na pagina da memoria existem milhares de lembranças gravado em nós.O bom de tudo isso, é sermos nós mesmo.

Ao tempo que a gente se veste também vai se despindo, se moldando, criando, recriando e esculpindo a nossa matéria-bruta em arte. A arte de ser o que somos.

Beijos e ótima semana.

Canto da Boca disse...

O que me leva a concluir que somos a soma de tudo o que vivemos e de com quem estivemos.
Gosto disso, de saber que somos uma matéria comum, que um pouco de cada um está no nosso todo, o tempo todo!

;)

Nilson Barcelli disse...

Somos um armazém de memórias, com uma enorme infuência no que somos.
O teu texto é magnífico, mas a frase final é de mestre e de poeta...
Querida amiga Ângela, tem uma boa semana,
Beijos com imenso carinho.

Juan Pardo disse...

Hermosa reflexión sobre la autenticidad.El ser nosotros mismos.El ser fieles a nuestras señas de identidad.Saludos poéticos.

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