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sábado, 13 de novembro de 2010

Flor azul

The Kiss - Gustav Klimt





“Dirão, eu sou as coisas que caladas no silêncio dos olhos confessamos” (José Saramago)

“... e na primavera, o amor, quero teu riso como a flor que esperava, a flor azul” (Pablo Neruda)





Estive a espera por longa data, mas você veio. Cumpriram-se as promessas entre a viagem e o sonho, entre a realidade e a ilusão, numa dança rítmica do esperado, do imaginário. Houve um tempo em que tudo fora triturado, mas como a árvore de mulungu tenho uma capacidade extraordinária de regeneração. Experimentei o amargo da dor de perder o que tanto se esperou, e a doçura do reencontro. A dor também foi minha injeção de ânimo, projetou em mim forças que jamais imaginei ter. Existem bênçãos na dor, eu provei o sabor. A felicidade ainda não é completa, mas já é felicidade e ela grita risonha dentro de mim...

“Nem a noite nem o sonho puderam separar-nos.
Dormi contigo, amor, despertei, e tua boca
saída de teu sono me deu o sabor da terra,
de água-marinha, de algas, de tua íntima vida,
e recebi teu beijo molhado pela aurora
como se me chegasse do mar que nos rodeia” (Pablo Neruda)


Angela Reis ( Luna Luz)





Veja também:

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Recebi este selo da minha querida amiga Pedras Nuas dos blogs

sei_lá
Os meus ensaios
A arte é o encontro da vida

"reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc.... que, em suma, demonstrem a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras e as suas palavras. Estes selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web”

Meus sinceros agradecimentos Amiga =* Tenho por você grande carinho e admiração não só pela pessoa maravilhosa e de princípios, mas também pelo trabalho que desempenha, teus escritos, teu olhar sobre tudo. Receber este selo através de você é uma grande honra. Obrigada! =)

Vou repassá-lo aos

Meu reino
A arte é o encontro da vida
Raios
Vanuza Pantaleão/Obra literária
Lesados em geral
Desnuda
Jardim Cósmico
Lançando palavras
Em teus versos
Pérola marinha dois
Cuidando do nosso canteiro interior
Espiritual-idade
Seja essência e não aparência
Eu e daí
Rosa Choque
Ave do paraíso
Sem você eu nada seria
Vem comigo pro matagal
Retalhos e rabiscos
No livro da vida
O livro do dias dois
Pelos caminhos da vida
Sam
Pati Araújo – blog flor de Lís
RosaSolidão
Oxigênio
Aleatoriamente
Abrigo dos Sábios
Depois do Divã
Ediney Santana: Non, Je ne regrette rien
Escrevivendo
Lidacoelho
Memórias vivas e reais
Viver é pura magia
Viver em palavras
Rumo à escrita
Contemporâneas
Foto ao acaso
@ugust@ = simplicidade
Conhecer e seguir Jesus
Em tons de azul
Palavras ao vento
Duas pontas de lápis
Foi desse jeito que ouvir dizer
Pequenas epifanias
Poliedro
Interioridades
Mulher na polícia
Novas estações
Espaço aberto
Palavras e poemas
Cadinho
Cia do grafite
Marco Coiatelli
Por que você faz poema?
Meu carinho e reconhecimento a todos =*

sábado, 9 de outubro de 2010

Desencontros




“O amor é frágil e a gente vai rezando para que essa coisinha frágil
sobreviva a todos os infortúnios” Do filme – Última Música

“Conviver é tramar, trançar, largar, perder e nunca definitivamente entender o que – se fôssemos um pouco sábios – deveríamos fazer” Lya Luft – In Pensar é transgredir



Eis que chega um casal para ratificar seu intento em dissolver a sociedade conjugal. Feita a pergunta crucial estala-se o silêncio. O vazio os abraça. Eu mergulho naquele vazio, um vazio de almas densas. Os dispo e eles se deixam despir. Ficamos assim, os dois nus à minha frente, o vazio nos circunda, o silêncio paira no ar. Meus olhos perscruta-os de forma acolhedora. Sou coração e ouvidos. Não divisamos sons, mas os ouço. Fala sem falas. O homem ao ouvir a pergunta imediatamente baixa os olhos, sua boca tenta articular algo, sua voz não sai, quem sabe por estar embargada, quiçá quisesse gritar “Não”, e expressar que queria manter-se ligado àquela a quem Deus o havia predestinado, ou então, numa tentativa fracassada de interiorizar-se e ter certeza daquele malfadado passo. Era certo, o amor ainda permanecia ali. Alguma coisa ainda os unia, mas queriam se desvencilhar. Porventura houvesse algum peso. Ansiavam sentirem-se mais leves, não sabendo que todas as escolhas tinham seu preço. Necessitavam buscar soluções simplórias como se tudo fosse tão simples assim... E na verdade, não era nada fácil. Desatar laços nunca é fácil, principalmente quando se ama. Não queriam pensar em nada, e o nada volta à tona. No vazio também havia um mar e ambos afogavam-se nas ondas. Desejavam sentirem-se livres de tudo. Uma tal liberdade mesclada. Pra um, pouco tardia, para outro, inesperada. Foi ela que eclodiu sua voz no silêncio vazio de palavras. Verberou que era da vontade de ambos desvincularem-se, ele assentiu, mas soava falso. Era tudo falso naquele momento. Ela só não queria ouvir dele a palavra que tanto iria lhe machucar. É preferível falar primeiro o que não desejamos escutar, é muito menos doído. A quem tentavam enganar? Perderam-se no caminho... O amor despediu-se e o lenço não era branco, era cinzento.


Desejei mudar aquela situação, resolver todos os mal-entendidos, mas há coisas que nos escapam às mãos. E o vazio também ficou em mim... Mas eu também gosto de sentir o vazio, ele me inspira; há dias no vazio, um vazio preenchido de dias. No vazio o tempo para. Não se conta as horas, lá não existe relógio; No vazio existe um mar no qual necessitamos muitas vezes mergulhar; há também um deserto e no deserto sempre há oásis. No vazio de dias há chuva e sol, há também flores diversificadas, e, portanto, há também perfumes. Há aceitação, há superação. No vazio também encontro Deus e Ele me preenche de tudo. Preenche-me de existência. De Ser. Eu sou, eu nada sei, porque nada entendo. Às vezes busco entender, mas não compreendo, tento aceitar, às vezes aceito. Mas vivo, porque minha ânsia é viver. Tenho fome e os dias me alimentam.


Tantas vezes me perdi e também me encontrei. Eles hão de se encontrar. Sim, hão de se encontrar, bem como irão se perder tantas vezes. Porque a vida é deste modo, é feita de encontros e desencontros, e a gente segue à deriva, num barco à vela, içada pelo vento, ora tempestade, ora calmaria, entre erros e acertos, vivendo e aprendendo a viver...



“Em mim
Eu vejo o outro
E outro
E outro
Enfim dezenas
Trens passando
Vagões cheios de gente
Centenas

O outro
Que há em mim
É você
Você
E você

Assim como
Eu estou com você
Eu estou nele
Em nós
E só quando
Estamos em nós
Estamos em paz
Mesmo que estejamos a sós” (Leminski – In Caprichos & Relaxos)


Angela Reis

Bjo carinhoso no coração de todos =*



domingo, 9 de maio de 2010

Viagem além Mar

fonte google



"Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
Como o vento devasta o jardim.
Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,
Assim ele vos crucifica.
E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,
Trabalha para vossa queda.
E da mesma forma que alcança vossa altura
E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes
E as sacode no seu apego à terra.
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.
Ele vos debulha para expor vossa nudez.
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.
Ele vos mói até a extrema brancura.
Ele vos amassa até que vos tornei maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma" (Kalil Gibran)


"A saudade é flor que só floresce na ausência. É nela que se dizem as orações suplicando dos deuses a graça da repetição da beleza. E é só para isso que existem os deuses: para garantir o retorno do belo" (Rubem Alves)



E na mala levou saudade... todas as lembranças das horas idas, do que ficou no retrato... aquele sorriso, a ternura dos abraços, os choros de alegria e tristeza, os momentos compartilhados...

"Depois de várias tempestades e naufrágios, o que fica em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro "(Caio Fernando Abreu)

"Se eu pudesse deixar algum presente a você,
deixaria aceso o sentimento de amar
a vida dos seres humanos.
A consciência de aprender tudo
o que foi ensinado pelo tempo a fora.
Lembraria os erros que foram cometidos
para que não mais se repetissem.
A capacidade de escolher novos rumos.
Deixaria pra você, se pudesse,
o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
E, quando tudo mais faltasse, um segredo,
O de buscar no interior de si mesmo a resposta
e a força para encontrar a saída"
(Mohandas Karamchand Gandhi)


fonte google



Ali, bem ali, além do horizonte Deus reservou um presente para mim... Deu-me asas (Angela = Angel = anjo) - que me permitem viajar, voar... Deu-me um MARcia (Marcio(a) - que significa mensageiro(a), ou de Marte - talvez eu seja de outro mundo, quem sabe) - Mar de possibilidades, de sentimentos firmes, verdadeiros e profundos... Há um MAR em mim, um mar de AMOR, que vem da doçura do verbo AMAR (Angela + MARcia)... Guiada pela mesma estrela (do oriente) que conduziu os REIS magos e protegida por todos os SANTOS (Angela Marcia Reis dos Santos). Deu-me a luz da lua (Luna Luz)... Sim, bem ali, além do horizonte Deus preparou um presente para mim... foi assim que, após retornar de uma reunião de trabalho, no transcorrer da viagem, quando já não avistava mais possibilidades, eis que vejo desenhada numa nuvem uma mão estendida, como a me mostrar e a me oferecer um mundo inteiro de beleza, amor, sonhos e inúmeras realizações (caminhos)... tenho a marca de uma estrela sob o meu dedo anular, não sei o que significa, quem sabe no céu haja uma estrela reservada para mim... Mergulho e voo nos meus sonhos... numa viagem além mar...

Meus queridos amigos, vou fazer uma grande viagem, mas VOLTO. Levarei cada um que passou por aqui e deixou tanto para mim em meu coração.

Meu carinho, afeto, amizade, ternura! =* Jesus os abençoe!! =*


Angela Reis (Luna Luz)



Estou bem, não se preocupem =) É só uma viagem... VOLTO. Um beijo na ponta do nariz =*****
Ps. Os textos postados aqui são alguns trechos de capítulos de um livro que estou a escrever, que revela O surgimento de um grande Amor, do Encontro, dos desencontros, dos vários caminhos, das escolhas, a busca pelo outro, o encontro consigo mesma... é uma história de amor, alegria, sofrimento que conduz ao aprendizado, crescimento espiritual e do encontro com Deus... Compreensão do verdadeiro sentido da vida, de onde provém toda fonte de felicidade... Amor, fogo sagrado que nos transforma... Não importa que o seu Amor seja ou não sozinho, o que importa é que é Amor... quanto mais se ama há o alargamento do coração, da capacidade de Amar a todos independente de qualquer coisa... do reconhecimento de que o AMOR é a verdadeira essência divina.
Amai-vos uns aos outros =*
Beijosssssssssssssss

sábado, 10 de abril de 2010

Creio que foi o sorriso...




“Escrevia silêncios, noites
Anotava o inexpressável
Fixava vertigens” (Rimbaud)


Nada como um banho quente em tempos de chuva. Na banheira ervas aromáticas para relaxar, música ambiente ao som de Richard Clayderman. Hummm, precisava disso, a correria do dia a dia estava deixando-me um tanto que estressada. Lá fora chovia, mas chovia também dentro de mim. Lembranças da infância vieram-me à mente, das muitas vezes que minhas (meus) irmãs(os), primas (os), amigas(os) e eu brincávamos debaixo de chuva, correndo entre as poças para desespero das mães. Dos barquinhos de papel que pegavam corrida... Passada a nostalgia, hora de debruçar-me sobre os livros. Levantei da banheira e passei a enxugar-me, respingos de água salientes percorriam o meu corpo. Da janela do meu quarto apreciei por alguns instantes o tempo, o desenho das nuvens, os pingos de água que emanavam de lá, as folhas que caiam das árvores nesse inicio de outono. O vento que as levava para passear... Hora de concentração, de silêncio exterior e também interior. Fiz uma breve leitura de reconhecimento dos livros de direito processual do trabalho dos doutrinadores Sergio Pinto Martins e Carlos Frederico Zimmermann. Procurei ouvir o autor do livro que detinha em mãos, a linha de raciocínio... mergulhei na Organização Judiciária do Trabalho fazendo um apanhado dos dissídios ou conflitos de trabalho, a competência e a solução de tais conflitos. Retornando aos princípios esbarrei-me no princípio da verdade real o qual busca os caminhos da verdade, e a despeito desse tema mais ou menos interligado, pus-me a divagar...

Por que amamos quem amamos?! Questões filosóficas, sentido das coisas...

É sempre assim, a presença do sol é muito forte em minha vida, é um pedaço de mim que se foi, que marcou, e, qualquer coisa me faz relembrá-lo... É saudade que bate no peito, presença da ausência. Parafraseando Rubem Alves “Por vezes andar para frente é ficar cada vez mais longe. Os adultos andam para frente. Os poetas parecem andar para trás”. Sim, a saudade nos move, mas também nos impulsiona. Minha alma é movida pela saudade, do que vivi, do que não vivi, do que ardentemente desejo viver. E antes de viver, eu sonho. Eu sou feita de sonhos, sou feita de amor. Minha alma suspira, é o sol, à minha frente o seu retrato, que eu mesma pintei. Nele o que chama mais atenção é o sorriso, sorriso de alma de menino. E ai deparo-me com aquela mesma pergunta.

“Creio que foi o sorriso
O sorriso foi quem abriu a porta
Era um sorriso com muita luz
Lá dentro, apetecia entrar nele
Tirar a roupa, ficar nu
Dentro daquele sorriso” (Eugenio de Andrade)

Angela Reis (Luna)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Soar de Esperança

imagem: google



"O amor é tão mais fatal do que eu havia pensado, o amor é tão mais inerente quanto a própria carência, e nós somos garantidos por uma necessidade que se renovará continuamente. O amor já está, está sempre. Falta apenas o golpe da graça"

"Como cavar na terra até encontrar a água negra, como abrir passagem na terra dura e chegar jamais a si mesma?"

"Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite"

"... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. ... Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso."


Clarice Lispector




Não sei mais em que tempo vivo, meus pensamentos se tumultuam, as imagens embaralham-se, passado, futuro e presente se enroscam, misturados a sentimentos confusos, confessos, conexos... amor, saudades, alegria e tristeza todos juntos numa roda vida que vai girando, girando... momentos de turbulência, momentos de calmaria...


Faz frio, de repente fez-se inverno, o colorido deu lugar a tons de cinza... era uma manhã de sol, as árvores agitavam-se alegremente com o acariciar do vento, abanavam suas folhas cumprimentando-me... o verde musgo tão sugestivo... cor de esperança. Acho que fiquei louca ao ouvir momentaneamente o soar de trombetas e uma doce e suave lira tocada por querubins acompanhada por um coro de pássaros... a bem da verdade era o descompasso do meu coração ribombando ao compasso de uma sinfonia musical orquestrada por arcanjos... sintomas, talvez, de amor, saudade e uma pitada de esperança ao rever o bem amado... Mas ainda era cedo, meu coração estava apreensivo, de certa forma, eu sentia, eu sabia, era cedo ou demasiadamente tarde... nenhum espaço para qualquer tentativa de reaproximação... o mar fez-se rocha e qualquer mergulho seria fatal. A mim não cabia naquele instante nem voar, asas machucadas, sentia o peso do avesso... o sol que me aquecia era também o sol que me queimava... De repente, não mais que de repente o verde fez-se cinza que encobriu a esperança, dos olhos brotou um choro tímido, silencioso, vindos de um coração que sangra. Fez escuro... foi-se o sol e com ele a luz dos meus dias... Mas a esperança tá lá, inquieta, viva, encorberta por uma nuvem cinza, mas presente, aprendendo a arte da paciência, a dor que sabe esperar. Dura a esperança o tempo que dura o amor. "Enquanto houver vida, as possibilidades existirão"...

Angela Reis (Luna)

beijos enluarados no coração de todos =*

imagem: google



"O tempo flui...


...

E assim o sangue corre em cada veia
O vento brinca com os grãos de areia
Poetas cortejando a brança luz
E ao mesmo tempo que machuca o tempo me passeia

Quem sabe o que se dá em mim?
Quem sabe o que será de nós?
O tempo que antecipa o fim
também desata os nós
Quem sabe soletrar adeus
Sem lágrimas, nenhuma dor

Os pássaros atrás do sol
As dunas de poeira
O céu de anil no pólo sul
Há dinamite no paiol
Não há limite no anormal
É que nem sempre o amor
É tão azul

A música preenche sua falta
Motivo dessa solidão sem fim
Se alinham pontos negros de nós dois
E arriscam uma fuga contra o tempo
O tempo salta" Clara Becker

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Eis que surge o sol na primavera de minha existência

fonte: google



“Rifa-se um coração... Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende. Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural.Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar". (Clarice Linspector)





Manhã de primavera, cheiro de pétalas no ar, o sol estava brilhando lá fora, alguma coisa me dizia que aquele dia prometia, seria o início de algo tão belo e transcendente. Pela fresta da janela do meu quarto raios de sol adentravam beijando-me o corpo inteiro. Nos lábios um sorriso sem que, nem pra que. Sempre tive a mania de sorrir quando viajava em meus pensamentos. Minha mãe certa vez, após vários observações sobre episódios como esse perguntou-me se eu conversava com alguém quando sorria assim. Ela pensava que eu falava com anjos, coisas de mãe... bom, mais isso é uma outra história... E como viajava!! acho que esse não é o tempo certo, a verdade é que viajo mesmo. Pego as asas da imaginação e vôo. Também adoro mergulhar, de cabeça mesmo. Então vôo, mergulho e pouso. E o que tudo isso provoca em mim, me fez recordar uma citação de Martha Medeiros “... Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoração ou seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia…”E a isso eu chamo de mergulho profundo... E voar é sair por aí, viver, procurando a cena feliz ou tentando construir a cena feliz, e quando você se depara com alguém que vislumbrou há muito tempo, antes mesmo de conhecer, naquela sua cena feliz, aí que tudo acontece, teu imaginário materializado em corpo e alma...



Descrição do sol

Ele foi assim para mim... como poderia descrevê-lo, hum... deixe-me ver, sorriso mais belo que alguém pode ter, de humor e inteligência brilhantes, voz inebriante, uma alma de criança mais nada infantil, romântico, apaixonado pela vida, de excelente bom gosto, conhecedor exímio de literatura, um verdadeiro amante da poesia, e uma coisa que reflete muito sobre ele é a presença forte de Deus em sua vida. Então como não se apaixonar?


Voltando a manhã de primavera, aquele foi o dia D:
O marco da história, o início de tudo. Até então não me dava conta do quanto tornar-se-ia importante...


Assim... Na primavera, uma das estações do ano, eis que surge o sol com o sorriso mais lindo e mais doce que há, com os seus raios de luz a aquecer-me por inteiro, eu lua, na primavera de minha existência...



fonte google



Anjo



Eu vi um anjo
Certamente que não tinha asas
Mas eu vi um anjo!!
Ele me sorriu
E eu não conseguia desviar o olhar da tua boca
Sim
Eu vi um anjo
Não, não tinha asas
Mas tinha um abraço tão quente
Que aquecia minha alma
O coração
E o corpo inteiro
É, eu vi um anjo
E esse anjo me sorriu
E me abraçou
Tinha uns olhos tão doces que me cativou
E cativa estou

Angela Reis (Luna)

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