sábado, 8 de outubro de 2011






"Era difícil definir o que sentia. O sentir às vezes é indefinível" (Angela Reis)




‎"Só uma coisa a favor de mim eu posso dizer: Nunca feri de propósito.E também me dói quando percebo que feri." (Clarice Lispector)




"Hoje eu só queria me desmanchar em ternura, entregar-me ao amor" (Angela Reis)





"Luz e sombra intimamente ligadas, como se estivessem a capturar o momento e os movimentos em cadência poética, rastros e fragmentos presos à memória de um retrato" (Angela Reis)





‎"... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. ... Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso." (Clarice Lispector)

‎


"A saudade é flor que só floresce na ausência. É nela que se dizem as orações suplicando dos deuses a graça da repetição da beleza. E é só para isso que existem os deuses: para garantir o retorno do belo" (Rubem Alves)





"O pêndulo do relógio é o único ruído no silêncio da falta que me faz... o tempo escoa" (Angela Reis)




"A saudade já não cabia em mim, jorrava por dentro, então por que adiar o inadiável momento, retorno e terno regresso e não obedecer ao comando do afeto, da vontade do querer?" (Angela Reis)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011







"Desde sua última vez o litoral tinha mudado bastante. Nada é imutável. Só Deus, como aprendera nas aulas de religião. Acontecesse o que acontecesse Ele estaria sempre ali a dar-nos segurança, bastaria uma prece, uma oração para sentir ainda mais sua presença, embora Ele esteja presente em todas as coisas" (Angela Reis)



Um beijo terno! Fiquem com Deus! =*



"Não recordo do sorriso, nem me vem à memória a lembrança do seu abraço. O que a memória ama fica eterno, li essa frase em algum lugar, marcou-me. Sábias palavras de Adélia Prado. Imperecível. Não perece nunca. O que está escrito no coração não se esquece, marca. Aquele instante deve ter se eternizado dentro dela assim como a ausência dela ficou em mim" (Angela Reis)




"É em momentos assim que se tem a certeza quanto a vida vale a pena" (Angela Reis)




"Sentia o cheiro do mar. Cheiro de saudade. Era bom estar em família. Sentir. Era difícil definir o que sentia. O sentir às vezes é indefinível" (Angela Reis)


Beijo terno! *-*

Vozes do silêncio - expressão de sentimentos





Estava aqui a divagar as várias conotações do silêncio, as diversas sensações que nos provoca. E nesse exato momento encontro-me assim mergulhada no silêncio do meu quarto, nenhum ruído, só a fala dos meus pensamentos que jorram dentro de mim a espera que os resgatem em palavras. Que poder há numa singela palavra. Silêncio! Ausência de fala ou expressão de sentimento? Não quero ouvir; não quero falar; quero estar em mim, aqui no meu lugar; não sei o que dizer; é no silêncio que te falo; contemplação. Como se pode notar o silêncio não é só silêncio, ausência de fala, é expressão de sentimento, e indo mais longe é um expressar que não se expressa, ou um não querer expressar-se e por fim acabar expressando-se. Subtendido, mal ou bem interpretado.

O silêncio sente... O nosso sentir, o do outro e/ou o que normalmente nos provoca. O silêncio é acalanto, é pranto, é fala sem falas. É um estar em si, é um estar em nós. É um estar em nada, é o vazio perdido em palavras que foram ditas, mas nunca ditas. É suspiro, regozijo, imensidão, limitação, perdição de minha ou tua alma. Paixão que se cala, amor que não fala, falta de coragem, sensatez/insensatez, provocação.

Vê, o silêncio fala e cala. E como às vezes dói o silêncio, a procura de palavras que não vem; o som que não se consegue ouvir. São pensamentos intrínsecos, perdidos no vazio de outro vazio, que dão margem a várias interpretações (nessas várias interpretações o silêncio fala) e cala porque no fundo, no fundo mesmo, não sabemos o que pensar. Isso deixa-nos perdidos, às vezes até inseguros em tais momentos assim, sei lá... Era tão simples falar, dizer o que vem n'alma.

E nessa busca de palavras, bendito sejais o silêncio quando muitas vezes não foram ditas, porque assim pudera evitar um mal maior. Cuidado. Ponderação. Calar para não ferir. Calar para se preservar.

Bendito, ainda, sejais o silêncio, quando brota de olhares apaixonados. Doce e terno, nos faltam palavras para expressar de forma tão sublime a sua fala, sentimento. Deixa-se de ser vazio, torna-se preenchimento.

É também do silêncio que nasce o ouvir, não basta o silêncio de fora, urge o silêncio de dentro, ouvir e entender o que vai n’alma, do outro, da nossa. É no silêncio também que nos prostamos em oração, ficamos mudos, sem fala, submersos, como num mergulho no fundo do mar.

O silêncio é tempo, tempo de estar comigo, tempo de estar a sós. Tempo de estar com Deus!

Silêncio, silenciosamente falando, canto, encanto/desencanto... expressão/encontro/desencontro de almas. É um estar em mim, é um estar em vós. Sentir, ouvir, calar, falar, comungar.


Angela Reis




“Depois de te perder te encontro com certeza
Talvez no tempo da delicadeza
Onde não diremos nada,
Nada aconteceu
Apenas seguirei como encantado
ao lado teu“ (Chico Buarque)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011





"É gratificante quando se pode transformar a vida de alguém, do cinza em nuances várias, dar cor aos dias, é desta forma que penso ser vista a vida através do arco íris dos olhos de uma menina. É às vezes assim que me sinto, uma menina, que espera sempre o melhor e não o pior. Tenho esperança" (Angela Reis)
‎'Pra vc guardei o Amor

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer.
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar.
Achei, vendo em você
E explicação, nenhuma isso requer.
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar'







"Há qualquer coisa na música que me eleva, me põe em estado de graça" (Angela Reis)





"Não vivi este momento por simplesmente viver mas por desejar que assim fosse" (Angela Reis)



Beijo terno =*




"Não sei se já estou pronta, queria uma entrega maior, como dias de primavera que as flores se abrem e se dão ao mundo, se deixam acariciar pelo sol, e ao escurecer mais resguardadas recebem o orvalho da noite, mas estando pronta ou não, é assim que me encontro, desabrochando, amanhecendo, se dando para a vida, talvez ainda num caminhar incerto, mas o tempo é feito de incertezas, de vacilações, e é desta forma que sou, inconstante, feita de metades e incompletudes que se complementam e se inteiram entre si. Mulher de fases! E neste momento minha face está iluminada pelo dia, sendo que a outra face está voltada para o escuro da noite que também permanece em mim" (Angela Reis)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011



‎
"Dá pra entender se perder e se encontrar ao mesmo tempo e por fim acabar se perdendo numa procura maior?" (Angela Reis)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Entre o sono e o sonho: amor desperto



Há tempos que meu coração me pede para voltar, é que a saudade é tanta, e às vezes lateja, fazendo reboliço mar adentro desejos despertos. Os sentidos parecem ficar ouriçados e eu passo a degustar o vermelho que o ardor da paixão me provoca. Ainda o sinto impregnado em mim por inteiro, grudado ao meu corpo como uma segunda pele. Por uma fração de segundos fecho os olhos esperando que a nuvem de pensamentos desconcertantes dissipe, mas continuam a sobrevoar. Olho no espelho retrovisor e a imagem refletida não sou eu. Mas o que estou a pensar? A verdade é que ando um tanto que indisciplinada, como se a obediência fosse meu forte! Não me deixo conduzir a nenhum comando, e o cérebro ousa me ditar ordens? O coração sempre falou mais alto, e isso é perigoso porque quase sempre comete loucuras. “Há sempre loucura no amor. Mas há sempre alguma razão na loucura”. Que o coração também não me diga o que fazer. Então a quem devo seguir? Não quero pensar em nada e não entendo porque de repente fiquei tão brava, acho que porque não gosto de sentir-me presa. E vejo-me assim em tal marasmo. Mas no amor há uma espécie de liberdade. Sei que tudo parece um pouco confuso, mas há que existir sentido no não sentido das coisas. “E há o amor. Há o amor que tem que ser vivido até a última gota, sem nenhum medo, não mata”. E eu o amo, e isso é o que importa...

De onde vem essa vontade súbita, esse impulso repentino de querer voltar? Há uma voz que não quer calar, sussurra baixinho no meu ouvido fazendo arrepios na minha espinha dorsal. Peguei estrada. E de repente o vejo, eu sou ele, e ele sou eu, fundidos numa luz incandescente, cobertor em chamas... Queria oferecer algo grandioso que pudesse proporcionar-lhe uma felicidade indescritível e gozar n’alma teus sorrisos de um coração terno amor desperto... Desperto, porque justamente agora essa palavra soou dentro de mim? Abri os olhos e me vi entre travesseiros e cobertores, entre o sono e o sonho, entre a loucura e a razão. Todos esses pensares deram-se enquanto dormia? Foi tão real e latente... E acordo justamente quando alcançava o estado agudo de felicidade, cenas dos próximos capítulos... Quantos meandros hei de percorrer para te encontrar e assim ver se também me encontro? E o suor do meu corpo dá-me todas as respostas que preciso no momento... Passeia-me, percorrendo curvas, subindo, descendo, montanhas, vales... Segue seu curso como um rio que corre para o mar... No silêncio do quarto só a respiração ofegante.

Que mania é essa de fazer acontecer, mudar rotas e não esperar pacientemente a sequencia natural de todas as coisas?! Não quero efeito borboleta.

Angela Reis


beijinhos ;)

sábado, 24 de setembro de 2011

sexta-feira, 23 de setembro de 2011





"O sono, quando vem, é como um leve desmaio, um desmaio de amor

Foi um sonho tão forte que acreditei nele por minutos como uma realidade"

(Clarice Lispector)



"Se perdeu no verde e se encontrou no azul do céu, uma centelha de luz brilhou nos olhos realçando-lhes a cor castanho esverdeados. Os fechou e ergueu os braços em rodopios até cair na relva como um manto a lhe agasalhar, e permaneceu assim, estirada ao chão, num silêncio contemplativo por longas horas até que o pensamento serelepe voou por lugares diversos" (Angela Reis)

Ganhei mais um selooo :)


Um selo de amizade e reconhecimento que recebi da minha querida Pedras Nuas do blogue Os meus ensaios (http://passosnoescuro.blogspot.com/) a quem fico muito grata. Pedras é alguém por que nutro grande admiração e imenso carinho. Obrigada amiga!! =*

Respondo:
Nome: Angela Reis
Música: Meio complicado escolher, amo tantas! :) Vou eleger ao menos três, rs: Menina da Lua, na voz de Maria Rita, Linda rosa de Maria Gadu e Pra vc guardei o amor na voz de Nando Reis e Ana Canas ;)
Humor: tenho fases como a lua ;)
Estação: As quatro estações, todas elas estão muito presentes em mim...
Cor: Azul e verde (a natureza tão presente), rosa bebê (sentimentos delicados), vermelho (paixão) e qdo quero ousar ;). Gosto do branco tbém, inspira paz, harmonia. Só podia uma né =P
Seriados: não costumo assistir muitos seriados... Assisto muitos filmes. Sou uma cinéfila. E tbém sou apaixonada por livros. Limitar-me ao que foi perguntado, tá bom! ;)
Frase: Gosto de muitas. Mas vai essa aqui: "Eu não tenho o poder, tenho a prece" (Clarice Lispector) - Deus que pode tudo em mim. O que me cabe é pedir e às vezes nem peço. ELE sabe o que é melhor e constantemente me proporciona maravilhas! Amém!
O que acho do selinho: símbolo de carinho, amizade e reconhecimento. Adorei!!

Repasso para os seguintes amigos:

Barbara Lima do blogue Lesados em Geral
Vanuza Pantaleão do blogue Vanuza Pantaleão/Obra literária
Ana Martins do blogue Pequenas Epifânias
Eliana F.v. - Li Andorinha do blogue Jardim Cósmico
Sarinha Freitas do blogue Sam e Desnuda
Mulher na Polícia
Maria Angela do blogue Perola Marinha
Rosélia (Orvalho do Céu) do blogue Espiritual- Idade
Raiana Reis do blogue Raios
Daniel do blogue Meu Reino

domingo, 18 de setembro de 2011




Todos os dias merecem um pouco de loucura, uma loucura branda, sem mal algum. Quero ser feliz, me rir por dentro.

Angela Reis

Tô voltando pra casa

A saudade já não cabia em mim, jorrava por dentro, então por que adiar o inadiável momento, retorno e terno regresso e não obedecer ao comando do afeto, da vontade do querer?





Beijinhos

Angela Reis

sábado, 17 de setembro de 2011

"Porque eu sei que é amor
Eu não peço nada em troca




Porque eu sei que é amor
Eu não peço nenhuma prova"


Angela Reis





Amava a liberdade. Era um amar que não conseguia traduzir em palavras, apenas sentia, pulsava, como se fosse a quinta essência ou o elemento perfeito; que fazia parte do cosmo ou a ele se integrava. Estava entre o ar, a terra, a água, o fogo, e tudo o que mais compunha a natureza. Sentia-se parte, e, portanto, sentia-se bem tão em contato com o inefável.


Angela Reis




Retornando amigos! Saudades de todos!!!! beijos no coração =*

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010




"Enfeite a árvore de sua vida
com guirlandas de gratidão!

Coloque no coração
laços de cetim
rosa, amarelo,
azul, carmim,

Decore seu olhar
com luzes brilhantes
estendendo as cores em seu semblante

Em sua lista de presentes
em cada caixinha
embrulhe um pedacinho de amor,
carinho, ternura,
reconciliação, perdão!

Tem presente de montão
no estoque do nosso coração
e não custa um tostão!

A hora é agora!
Enfeite seu interior!
Sejas diferente!
Sejas reluzente!" (Cora Coralina)


Desejo a todos Feliz Natal e um Ano Novo repleto de Amor, Paz, Saúde, Felicidade e Grandes Realizações! Deus os abençoe! =*



Um beijo terno


Angela Reis

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